dezembro 19, 2007

SMS #4

"AMIGA OBRIGADA PELA MENSAGEM. A SUA CAMA OCUPADA COM MÉDICA 90 ANOS FRACTUROU UMA PERNA BEIJOS CELESTE"


Esta vai ser difícil de superar... vai, vai.

dezembro 10, 2007

De vez em quando, eles têm piada...

[Depois do discurso infindável, para não dizer mais do que confuso, acerca da dualidade malefícios/benifícios do séc. XX, supostamente assim a atirar para o autista e auto-cêntrico (o séc. XX, não o colega) do colega Y]
Prof [para o Colega X, mais conhecido por "Ché" por causa do barrete que suspeito que esteja colado ao cabelo]: Mas afinal o que é que acha? Só o vejo a abanar a cabeça... Diga lá!
Colega X: Eu? Nada, nada... [pensando um pouco e finalmente decidindo aproveitar a oportunidade] Isto é mesmo assim, o mundo... é como esta aula: um gajo chega aqui e dorme um bocado, de repente acorda e apanha as partes interessantes. Não digo mais nada, porque ele disse uma quantidade enorme de coisas e eu não 'tou com paciência... Vou dormir mais um bocado... [e encosta a cabeça à mesa]

Mais tarde...

[Depois do discurso da Prof. acerca da passagem de poder da nobreza e aristocracia para a burguesia e da relação de ambas com as classes do zé povinho]
Colega X.: Pois, mas no século vinte a casa do pobre era igual à casa do rico, mas em versão pindérica. Eu exemplifico: tinha sempre a réplica do quadro impressionista, tinha o bar, a alcatifa rasca. Hoje já não é bem assim... Bom, e se realmente os meus pais imitavam a burguesia, já eu imito a aristocracia, porque quando gasto, gasto à grande. [A turma ri-se]. E eles 'tão-se a rir mas são iguaizinhos. Riam-se, riam-se...
Prof: Eu lhe garanto que os meus filhos são iguaizinhos a mim. Ninguém gasta mais... era o que me faltava!
Colega X: Eu também hei-de parar... quando me custar a ganhar! Mas por enquanto não custa, por isso...

novembro 19, 2007

Tradução à letra

Eu sei que não é fácil, que se tem que ter conhecimento de muitas coisas, que tudo depende do contexto, que muitas vezes as palavras não são perceptíveis, enfim, traduzir há-de concerteza ser uma tarefa árdua.

Agora, como é que é possível certas pessoas terem um total desconhecimento sobre certas e determinadas expressões, ganhar a vida com isso, e nem sequer se questionarem sobre o significado daquilo que estão a fazer, transcende-me.

Mas mais que isso, diverte-me. Imenso. Histericamente. Porque traduzir um sonoro "Holy cow!" por um "Com a vaca sagrada!" é pura comédia!

novembro 12, 2007

A culpa não é do lápis

Ganhei. Duas vezes. DU-AS. Ah pois é.

outubro 16, 2007

Compulsivamente Austen

E pronto, abri a caixa de Pandora...ou melhor dizendo, a caixa da Jane Austen...Tive a (in)feliz ideia de (re)ler Pride and Prejudice, o que leva à leitura compulsiva e obcecada de todos os outros livros dela.

Só posso cometer a heresia de escrever que ainda bem que ela morreu relativamente jovem, tivesse ela sido uma escritora mais prolífica e eu não fazia (nem lia) mais nada na vida!

Com a cabeça cheia de vestidos, Bath, Mr. Darcy, Mansfield Park, Emma, Willoughby e outros que tais, vou mergulhar em mais uns capítulos de Persuasão...e já só faltam mais cinco livros!


outubro 15, 2007

Arrogance is bliss...

[A propósito de uma aposta num jogo de Trivial:]

C.: Tu não percebes, eu não perco ao Trivial.
H.: Tu não percebes, eu não perco.

outubro 08, 2007

Citação #5

"O programa de Geometria Descritiva do secundário é um hino ao atrasado mental".

Professor devidamente identificado


outubro 02, 2007

Lista #1

1. Há gente a mais no metro. Ou comboios a menos, se preferirem.
2. Devido a esse facto, o meu plano de ler durante a viagem Colégio Militar/Luz - Baixa/Chiado (adoro os duplos nomes) não tem dado frutos.
3. Talvez deva aprender a arte de ler de pé.
4. Vejo gente a ler de pé. Lêm acima de tudo a plétora de jornais diários em regime de distribuição gratuita.
5. Assumo que o facto de o Público ter cada vez menos páginas seja consequência directa do ponto 4.
6. O facto de ter utilizado a palavra "plétora" leva-me a pensar que já estou algo infectada pela verborreia cara dos professores da faculdade.
7. Não me apetece pedir desculpa pelo facto. A infecção deve ser grave.
8. Os outros meninos ainda não brincam comigo no recreio (e juro que não usei a palavra "plétora" à frente deles).
9. Ando a dormir pouco e hoje já vou pelo mesmo caminho.

(to be continued...)

outubro 01, 2007

F-É-R-I-A-S

Sim, vou de férias...outra vez!

E não, não tenho férias a mais, ao contrário do que dizem!

setembro 25, 2007

Singstar goes Bollywood

O melhor jogo de todos os tempos e a única razão pela qual tenho uma PS2 ( e a única razão que me levaria a ter uma PS3...) está a ficar cada vez mais esquizofrénico.

Fiquem vocês sabendo que enquanto por cá saiu um joguito com umas quantas míseras cançõezecas portuguesas que não interessam nem ao menino Jesus, por terras britânicas já saíram três novas versões...com mais duas planeadas para Outubro.

Ora a este ritmo há que ter um mínimo de imaginação, quer dizer, quantas variações pode ter um título que contenha a palavra pop?

Pois problema resolvido, e entre o Singstar 90's, o Singstar Rock Ballads e o Singstar R&B, a imaginação delirante do pessoal da Sony lembrou-se do Singstar Bollywood.

Singstar Bollywood

Que ainda não tem track list. Como se isso interessasse para alguma coisa!

setembro 23, 2007

Beringela!

Ainda no assunto do papel de parede, encontrei um perfeito, se não tivesse já este:

Quer dizer, perfeito não é, porque a €233 o rolo também não me parece que fosse acontecer. Mas lá que é lindo, é. Desenhado pela genial Florence Broadhurst, agora re-editado pela também australiana Signature Prints.

Citação #4

There's a big difference between kneeling down and bending over.

Frank Zappa, via S.

Os Lobos, Parte II

Sou ainda mais fã da selecção nacional de rugby depois de os ver treinar sem t-shirt.

setembro 19, 2007

Dúvida existencial

Alguém que me esclareça, que me ajude a entender, que me invente teorias, façam o que quiserem, mas tirem-me desta agonia...

Para que raio há-de um cliente da loja do inferno (leia-se: a loja onde trabalho) querer papel de parede liso e de uma só cor?

Para quê?

Será que nunca ouviram falar de pincéis e de baldes de tinta? A incerteza corrói-me, a fé na espécie humana dissolve-se, e o que é pior, muito pior, a (pouca) paciência que eu tenho está a esgotar...

setembro 17, 2007

Os nossos Lobos

Não percebo nadinha de nada de rugby, mas depois de ver os Lobos a cantar, chorar e viver o hino desta maneira, vesti a camisola. Sou um Lobo honorário, e com muito orgulho. Fazem qualquer português que se preze chorar com eles. E ao menos a camisola é mesmo vermelha e mesmo verde. Não há necessidade de inovar, eles são o artigo original.



E no armário fica a camisola dos All Blacks da Nova Zelândia. Haka! Medo. Que ME-DO. Pena o YouTube ter retirado todas as imagens não-amadoras do Portugal-Nova Zelândia...



E é que aposto que isto ajuda mesmo a vender camisolas... aos milhares.

Tinha tido muita piada (para não falar na mais pura e completa intervenção da divina providência) se o Portugal do gordalhufo chorão cheio de alma e garra tivesse ganho à Nova Zelândia daquele gigante maori enorme com corpo de quem não faz mais nada na vida (porque não faz mesmo). Mas a vida não é um filme, por isso perderam. Por muitos. Mas isso é mesmo o que menos interessa, e não é porque eu não percebo nadinha de nada de rugby.

setembro 11, 2007

Reingresso

Há 10 anos atrás, quando resolvi contra a opinião de muitos (todos?) sair da faculdade de belas-artes para ingressar na de letras parecia-me a melhor ideia do mundo escrever um livro acerca do assunto. Toda a gente perguntava porquê. E eu, para dizer a mais pura verdade, sempre me esquivei à resposta. À verdadeira. Gostava de ler, dizia eu - era e é verdade, sempre foi das actividades que mais prazer me deu - o meu talento estava nessa direcção, queria dar aulas de inglês, blá blá blá.

Tenho o tubo dourado ali na estante. Tive boas notas a algumas disciplinas, regra geral verifica-se uma relação constante de proporcionalidade directa entre a quantidade da nota e a qualidade do professor, tive notas baixas ou perfeitamente medíocres noutras mesmo quando sabia que conseguia fazer melhor, tive notas excelentes a duas ou três porque era inevitável, não porque fossem fáceis, mas por de facto ter um talento natural para as apreender e aplicar.

Mas hoje, aos 29 anos, dos quais os três últimos passados a fazer um trabalho que não me apaixona, nem sequer me seduz, e que desde há uns tempos a esta parte me tem tornado numa pessoa algo infeliz e por isso muito pouco interessante, sou forçada a olhar para mim mesma e num primeiro momento enfrentar, e logo depois aceitar que nunca fiz na vida aquilo que realmente queria por uma única razão: medo. Medo de não prestar, medo de não ser boa o suficiente, medo de não conseguir, medo de falhar. Não é uma conclusão fácil. Mas é o primeiro passo para a mudança.

A partir dessa altura, há 10 anos atrás, bloqueei. Quando me perguntavam se a minha veia artística ainda fluía, mudava de assunto. Não voltei a desenhar, apesar de desenhar desde sempre, desde que me reconheço como gente. A ideia de desenhar mete-me medo. Já não tenho a mão treinada. Jeito ainda terei, sempre tive, mas desenhar é como escrever, não se vai lá sem prática, sem muitos erros, sem muito rasga-e-volta-a-tentar.

Qual é a ideia de voltar a belas-artes? Para mim mesma e para todos vocês que querem saber e os muitos que não hesitam em perguntar e para os quais eu francamente não tenho muita paciência (it's not you, it's me), aqui ficam as principais razões, em forma de lista para não se queixarem que o texto-era-muito-denso-não-li-diz-lá-que-assim-percebo-melhor:

1. Preciso de liberdade. Liberdade da mente, liberdade de expressão. Contribuíram para esta necessidade, quase como se por de ar se tratasse, estes últimos três anos. Podia não ter sido assim, concordo. Podia não me ter deixado encaixotar e aprisionar por aquilo que fazia durante 8 (ou 9, ou 10) horas do meu dia. Tentei. Não consigo. Assim, a escolha restringe-se a duas opções: ou viro artista, ou vou para a faculdade. Como sou intelectual, reconheço que preciso de conhecimento, logo a opção dois ganha.

2. Liga com o ponto primeiro no que diz respeito à sede por conhecimento. Conhecimento técnico, numa primeira instância. Preciso de saber fazer alguma coisa. Como não me interessa minimamente a engenharia e de facto o meu talento reside nas humanidades, não há mesmo volta a dar-lhe. Belas-artes it is.

3. Esta é de mim para mim: Acredita em ti. Realiza o teu potencial. Deixa-te de merdas. Faz-me mesmo muita falta deixar-me de merdas.

4. Não, não tenho neste momento um objectivo completamente definido. Gostava de ter, e acredito que este seja um passo importantíssimo nesse caminho. Como diziam os Aerosmith, life's a journey, not a destination. Walk this way. E eu vou.

5. Enquanto eu for eu, vou mesmo rasgar-e-voltar-a-tentar. Até dar certo.

setembro 07, 2007

das 5h30 às 8h

"Ao morrer, como ao nascer, temos medo. Mas o medo é um sentimento que não tem nada que ver com a realidade. Morrer é como nascer: uma mudança apenas."


in A Casa dos Espíritos, Allende, Isabel, Difel, 1983

agosto 25, 2007

Bad hair day

Têm sido todos, todos, todos os dias de há uns dois meses a esta parte. Preciso mesmo, mesmo de um corte de cabelo. Mas como não há paciência para fazer marcações no cabeleireiro (eu sei lá se daqui a dois dias às 15h45m me apetece cortar o cabelo!) acho que vou continuar assim ainda uns meses.

Entretanto também tive de mudar de champô (o que não está a ajudar muito a minha sanidade capilar) porque o meu champô favorito de sempre mudou de fórmula e já não presta, um outro faz-me comichão, um outro dá-me ataques de caspa...então enervei-me e numa onda de nostalgia pura reconverti-me ao champô que usava quando era miúda.

Johnson's baby

...e não, o champô Johnsons já não cheira ao mesmo que cheirava quando eu era pequena...bah!

agosto 20, 2007

O verdadeiro desterro

Comunicação com o Irão via MSN:

C.: achas q se eu escrever bomba e atentado mtas vezes és capaz de ir em cana?
C.: lol
Pedro@Iran: não me digas nada. eles aqui controlam tudo. no outro dia o meu colega escrevia em português e em lisboa saia em árabe. e de lá escreviam em português e saia em inglês
Pedro@Iran: esta cena é mta marada

Hm. Será melhor não, então... digo eu.

Para seguir as aventuras de um desterrado no Irão, com muitas mas mesmo muitas fotos - ainda que ele diga que são poucas, e que a internet é altamente censurada, e os uploads são o pesadelo - é só clickar no link ali ao lado.

agosto 18, 2007

Já podemos dizer!

Vou ser tia, vou ser ti-a, vou ser TIA!!! Pronto, ok, vamos. Com direito a cenas em bombas de gasolina e pulinhos histéricos ao pé de prateleiras cheias de coisas de vidro. Vamos ser umas tias babadas!