julho 26, 2007

I need money

Na verdade, o que eu precisava mesmo era de ser rica. Ou seja, não é que eu precise de uns trocos para a gasolina ou para a prestação da casa. Não. Precisava mesmo era de ser milionária.

Ora tendo em conta que o Euromilhões só sai amanhã e que eu tenho mesmo que passar mais umas boas vinte e quatro horas neste estado de pauperidade inglória (é que eu tinha tanto, tanto jeito para ser rica, que desperdício de talento!) decidi ir ensaiar...

Lá vou eu com o cartão grande às compras e isto vai ser de perder a cabeça! E não é que consigo arranjar roupa no valor de €302.30?

...mas como continuo pobre, ó pobre de mim, na verdade o monte de roupa veio comigo para casa por €47.93...a saber: quatro pares de calças, duas blusas de seda e caxemira e uma t-shirt!

Ai, ai....adoro ser pechincheira (mas ainda gostava mais de ser rica!)...

julho 25, 2007

De Lisboa a Bragança

isso hoje-em-dia faz-se numa hora, hora e meia.


Os outros bem diziam que de avião é que era.

julho 22, 2007

Domingo à tarde...

Na fila do supermercado. Nem me perguntem como é que fui parar à fila do supermercado com a minha Mãe.

Mãe da C.: Então vais na... na... Segunda..?
C. [já sem muita paciência]: Sim...
Mãe da C.: E voltas... voltas na Sexta, é?
C. [sem paciência nenhuma, que já era a enésima vez que falávamos nisso]: SIIIIIM!
Mãe da C. [a rir e a apontar para a menina da caixa]: Credo, até assustaste a menina!
Nisto C., cheiinha de sede, resolve virar um Powerade azul logo ali na fila da caixa
Mãe da C.: O que é que ´tás a beber? Petróleo?
C.[a tentar conter o riso]: É. Combustível para te aturar...

julho 20, 2007

A banda da moda

Como apesar do meu status super fashion muitas vezes parece que ando a apanhar peixinhos dentro deste mundo decidi hoje actualizar-me com a banda de que toda a gente fala, confesso que não há coisa que mais deteste do que não saber de que raio estão as pessoas a falar portanto lá vou eu actualizar-me à net que é mesmo para isto que ela serve (este parágrafo foi à la Saramago, tudo de uma tirada que é para ler tudo tudo tudo sem respirar, estão a ver não dormir dá nisto!).

Portanto lá vou eu toda contente ao YouTube porque já agora proveito e vejo a pinta deles, isto é só ganhar, e de repente a pouco e pouco apercebo-me que são uma banda de covers. Pronto, está bem, vamos lá ouvir, começamos logo pelo histórico Love Will Tear Us Apart, vamos passar para o I Just Can't Get Enough, vou experimentar o Blue Monday e para terminar, já num acto de desespero, o Heart of Glass.

Em resumo: vamos colocar umas meninas bonitas a cantar com voz de cama, como não temos imaginação para escrever músicas nossas vamos apanhar em grandes clássicos e arruiná-los por completo transformando-os em musiquinha bossa nova de ir ao pito. E cá temos os Nouvelle Vague. Ah, pois, está bem. Era isto? Pronto, por isso é que eu não os conhecia: não valem a pena!

...ser arrogante é uma arte!

julho 16, 2007

Mais um patrão do inferno

O P. Diddy ou Puff Daddy ou Sean-não-sei-das-quantas, que naturalmente só pode ser uma pessoa muito volátil, indecisa e vira-casacas, está à procura de um novo assistente. Só pede que em vez de escreverem uma carta daquelas tipo "ex.mo senhor doutor, junto envio o meu cv" e tal, façam um vídeo que explique porque seriam o melhor indivíduo para ocupar a posição, e o postem no YouTube, como resposta ao vídeo de apelo dele próprio.

E agora chegamos à parte que me interessa. É que o tipo afinal é vira-casacas mas também é honesto e admite a bestinha que é: What better job than to have me scream at you, go crazy, keep you up late hours, have you sleep deprived?

Ora bem, Diddy, roll the cameras 'cause I'm your girl. Os santinhos sabem que experiência nesse campo, eu tenho! E muita! Aos demais, podem desistir já. The job is mine.

Freedom (a minha)

I think there's something you should know
I think it's time I stopped the show
There's something deep inside of me
There's someone I forgot to be
Take back your picture in a frame
Don't think that I'll be back again
I just hope you understand
Sometimes the clothes do not make the man

All we have to do now
Is take these lies and make them true somehow
All we have to see
Is that I don't belong to you
And you don't belong to me
Freedom
Freedom
Freedom
You've gotta give for what you take
Freedom
Freedom
Freedom
You've gotta give for what you take

So that's what you get
So that's what you get
That's what you get
I say that's what you get
That's what you get for changing your mind
That's what you get for changing your mind

And after all this time
I just hope you understand
Sometimes the clothes
Do not make the man


Ou a mulher, como é o caso.

julho 15, 2007

Domingo

Domingo é o dia mais deprimente. Ou tem esse potencial intrínseco, pelo menos. Acordar tarde. Ficar mais um bom pedaço na cama, só porque posso. Levantar porque lá terá que ser. Dar comida à gata. Pequeno-almoço. Não há leite. Fica a pairar a ideia de que tenho que ir ao supermercardo. Não apetece. Aliás, não apetece nada. Nem aspirar, nem por a roupa a lavar, nem arrumar. Everyday is like Suuuuunday. Chove. Chove?! Bah. Everyday is siiiiiiilent and grey. Não apetece. Mesmo. Ainda apetece menos quando penso que amanhã é Segunda. Se amanhã não fosse Segunda a coisa corria melhor. Mas porquê estragar um dia inteirinho devido única e exclusivamente à sua proximidade com o pior dia da semana? É um dia paradoxal. Tanto se quer sair dele como se quer que cada segundo não passe. Não é carne nem é peixe. O Domingo devia ser abolido. Com a criação de mais um dia de fim-de-semana, preferencialmente. Domingo é mesmo deprimente.

Insónia

Bem, na verdade, são insónias, porque isto está a ser recorrente. Estão a voltar. Estou feita ao bife.

...e ainda por cima são insónias hiper-activas. Daquelas cheias de ideias. De ideias do tipo quando acordar amanhã de manhã vou achar todas e cada uma delas um verdadeiro disparate.

Enfim. Vou dormir.

Com que música farias um striptease?

Estes questionários que me arranjam pela net têm destas coisas...é que esta pergunta deixou-me mesmo a pensar!

Ah, pois é....com qual, com qual? Pois a minha é o I Just Don't Know What To Do With Myself, versão White Stripes, pois claro. Se a Kate Moss pode, eu cá não sou menos que ela...pelo contrário, até sou mais!

julho 14, 2007

Prometer e não cumprir

não me parece fora de contexto, a um dia das eleições autárquicas em Lisboa.

julho 09, 2007

A fazer

1. Tirar as teias de aranha ao blog
2. Procurar a inspiração (já que ela não me procura a mim...)
3. Deixar-me de merdas e voltar a escrever

junho 21, 2007

No meu último dia de férias...

...aproveitei para fazer asneira, e enquanto estava toda contente a gabar-me que já consigo limpar a casa-de-banho em menos de meia hora, por acidente derramo metade de um frasco gigante de amaciador dentro da despensa...e por consequência, dentro de tudo o que a despensa alberga...

...detesto ser desastrada!

junho 07, 2007

Para o fim-de-semana

Gostava de ir, mas ainda não me consegui convencer a mim própria a dar €45 por um dia ou €90 por dois. Que alguém me diga que o Billy Corgan está completamente decadente e que os irmãos White ou marido e mulher ou lá que raio é não dão uma para a caixa ao vivo...


Zero à esquerda?

Quando me prometem coca-cola com zero calorias, mantendo o sabor original, o primeiro pensamento que me ocorre é que me parece que ele há coisas boas demais para ser verdade. A publicidade é boa, muito boa mesmo. Enquanto que a coca-cola light - yuck! - sempre teve como target as meninas, esta Zero, num preto e vermelho minimalistas muito cool, é pró menino. E os meninos, a publicidade quer-nos fazer acreditar, são clientes mais difíceis. É mais complicado convencê-los, o velho "bebe lá isto que ao menos não ficas gordo que nem um texugo ficas lindo e maravilhoso" não funciona com eles, precisam de mais e melhores estímulos. O mundo da públicidade ao que parece opera ao contrário do mundo dos relacionamentos - elas são básicas e fáceis, enquanto que eles são complicados e difíceis. Mas adiante. A publicidade é boa, ao mais alto nível coca-cola, que a bem da verdade já andava a descambar há uns tempos (podem vê-la aqui, aqui e aqui, por exemplo).


Eu vi a publicidade muito antes de provar a Zero pela primeira vez, no fim-de-semana passado. Uma amiga já me tinha avisado que era publicidade enganosa, que, dizia ela, a Zero sabe é a Pepsi. Essa tinha piada, pensei eu, tantos anos de anúncios Coca-cola vs. Pepsi e agora que vai de lá lançam um produto sob o mote isto-sabe-mesmo-igual-ao-original, pimbas, sabe a Pepsi.

Não, a Zero não sabe a Pepsi. Mas saberá então a coca-cola original? Pois... não. Certo, não é tão horrível quanto a Light, e o "sabor base" até está lá. Mas é uma versão mais aguada do original, com o inequívoco sabor enjoativo e agudo do adoçante como nota de fundo. É bebível, completamente, e se nos sentirmos melhor a ingerir um monte de químicos em vez de um monte de açucar - que é o meu caso muitas vezes - a Zero serve.

No entanto a realidade da coisa confirma-se, e é como tudo na vida: não há como o original, por mais que se queira arranjar atalhos fáceis.

maio 31, 2007

Sim, estou viva

mas just. Se alguém souber de uma bruxa boa e barata, faça-me chegar o contacto, ok?

maio 17, 2007

Directamente para África


FYI, chama-se Jensen Ackles. Não que isso tenha o menor interesse, claro.

maio 13, 2007

I wanna have your babies... Juro!

Hoje tocaram à minha campainha algo insistentemente três vezes seguidas. Não levantei o rabo do sofá. Não me apetecia e acabou, é Domingo, estava a chover, havia que ver na televisão, estava de chinelos, sei lá - não me apeteceu.

Mas agora começo a pensar que foi lá para a hora do "Prison Break"... Ó meu deus, e se era o Wenty a pedir guarida??

Que o santíssimo me perdoe o sacrilégio e MO MANDE DE VOLTA! Logo em dia de Nossa Senhora de Fátima..!

Mas se já não der jeito, eu não me importo de trocar, sei lá, pelo Rodrigo Santoro. Ou pelo outro brasileiro que era casado com a jornalista cinquentona cujo nome nunca me lembro porque é esquisito. Ou o tipo daquela série dos irmãos que caçam fantasmas cujo nome desconheço. Como vês, não sou esquisita.

Incoerência #2

Não consigo parar de ouvir a nova da Natasha Bedingfield... "I wanna have your babies".



Mas repito continuamente a mim própria que é pelo valor de ironia. E mai nada.

*Suspiro* #1

No escritório às 19.30...

Chefa da C.: Ontem saí daqui às 11 da noite, eu tenho que me ir embora... Daqui a nada os meus filhos matam-me. Já nem nunca os vejo!
C.: Daqui a nada não tenho filhos nunca.

E não, não é que o meu relógio biológico esteja a acelerar nem nada que se pareça, mas facto é que cada vez que penso na vaga e distante possibilidade de ter filhos, gela-se-me o sangue nas veias. A minha chefe tem 60 e poucos anos, e com a distância que a passagem dos anos garante, acha que até era mais difícil ter filhos lá em mil-novecentos-e-troca-o-passo quando ela os teve. Já nem discuto isso com ela, porque o pior cego é mesmo o que não quer ver. Para além dos salários baixos mesmo para quadros técnicos e especializados, as taxas de juro altíssimas, os infantários, creches e colégios mais caros que faculdades privadas e o trânsito louco que consome cada vez mais horas do dia, ainda temos que lidar com novas realidades sociais, como não ter avós onde deixar os putos porque as avós de hoje-em-dia trabalham como nós. Pergunto-me como é que a classe média se conseguem aguentar com um ou mais filhos - sim, porque para quem tem dinheiro a situação está até cada vez mais fácil. Na grande maioria dos casos, com grande espírito de sacrifício, não só por parte dos pais mas também dos filhos, que nem sequer sabem o que é que estão a perder. Ficam na creche das 8 e meia da manhã até às 7 e tal da noite ou até que a mãe ou o pai os consigam ir buscar, e depois quando chegam a casa têm que aturar dois progenitores que sem dúvida só os devem querer enfiar na cama entre dois berros acumulados do dia passado a ouvir berrar o patrão, para ver se finalmente têm algum sossego e descanso.

Perdoem-me (ou não), mas para mim isto não é vida. Podem repetir-me até à exaustão que o amor dos filhos e de um companheiro acertado fazem tudo valer a pena, mas por enquanto pelo menos não me conseguem convencer. Tanto por mim como pelos filhos que se calhar nunca terei.

maio 12, 2007

Consumismo desenfreado

Visitar qualquer loja Sanrio dá nisto: acabo sempre por comprar porcarias inúteis mas que são lindas de morrer, tipo isto...

HelloKitty IceTray

Mas lá que os meus refrescos vão ficar muito mais fofinhos, vão...