setembro 23, 2007

Os Lobos, Parte II

Sou ainda mais fã da selecção nacional de rugby depois de os ver treinar sem t-shirt.

setembro 19, 2007

Dúvida existencial

Alguém que me esclareça, que me ajude a entender, que me invente teorias, façam o que quiserem, mas tirem-me desta agonia...

Para que raio há-de um cliente da loja do inferno (leia-se: a loja onde trabalho) querer papel de parede liso e de uma só cor?

Para quê?

Será que nunca ouviram falar de pincéis e de baldes de tinta? A incerteza corrói-me, a fé na espécie humana dissolve-se, e o que é pior, muito pior, a (pouca) paciência que eu tenho está a esgotar...

setembro 17, 2007

Os nossos Lobos

Não percebo nadinha de nada de rugby, mas depois de ver os Lobos a cantar, chorar e viver o hino desta maneira, vesti a camisola. Sou um Lobo honorário, e com muito orgulho. Fazem qualquer português que se preze chorar com eles. E ao menos a camisola é mesmo vermelha e mesmo verde. Não há necessidade de inovar, eles são o artigo original.



E no armário fica a camisola dos All Blacks da Nova Zelândia. Haka! Medo. Que ME-DO. Pena o YouTube ter retirado todas as imagens não-amadoras do Portugal-Nova Zelândia...



E é que aposto que isto ajuda mesmo a vender camisolas... aos milhares.

Tinha tido muita piada (para não falar na mais pura e completa intervenção da divina providência) se o Portugal do gordalhufo chorão cheio de alma e garra tivesse ganho à Nova Zelândia daquele gigante maori enorme com corpo de quem não faz mais nada na vida (porque não faz mesmo). Mas a vida não é um filme, por isso perderam. Por muitos. Mas isso é mesmo o que menos interessa, e não é porque eu não percebo nadinha de nada de rugby.

setembro 11, 2007

Reingresso

Há 10 anos atrás, quando resolvi contra a opinião de muitos (todos?) sair da faculdade de belas-artes para ingressar na de letras parecia-me a melhor ideia do mundo escrever um livro acerca do assunto. Toda a gente perguntava porquê. E eu, para dizer a mais pura verdade, sempre me esquivei à resposta. À verdadeira. Gostava de ler, dizia eu - era e é verdade, sempre foi das actividades que mais prazer me deu - o meu talento estava nessa direcção, queria dar aulas de inglês, blá blá blá.

Tenho o tubo dourado ali na estante. Tive boas notas a algumas disciplinas, regra geral verifica-se uma relação constante de proporcionalidade directa entre a quantidade da nota e a qualidade do professor, tive notas baixas ou perfeitamente medíocres noutras mesmo quando sabia que conseguia fazer melhor, tive notas excelentes a duas ou três porque era inevitável, não porque fossem fáceis, mas por de facto ter um talento natural para as apreender e aplicar.

Mas hoje, aos 29 anos, dos quais os três últimos passados a fazer um trabalho que não me apaixona, nem sequer me seduz, e que desde há uns tempos a esta parte me tem tornado numa pessoa algo infeliz e por isso muito pouco interessante, sou forçada a olhar para mim mesma e num primeiro momento enfrentar, e logo depois aceitar que nunca fiz na vida aquilo que realmente queria por uma única razão: medo. Medo de não prestar, medo de não ser boa o suficiente, medo de não conseguir, medo de falhar. Não é uma conclusão fácil. Mas é o primeiro passo para a mudança.

A partir dessa altura, há 10 anos atrás, bloqueei. Quando me perguntavam se a minha veia artística ainda fluía, mudava de assunto. Não voltei a desenhar, apesar de desenhar desde sempre, desde que me reconheço como gente. A ideia de desenhar mete-me medo. Já não tenho a mão treinada. Jeito ainda terei, sempre tive, mas desenhar é como escrever, não se vai lá sem prática, sem muitos erros, sem muito rasga-e-volta-a-tentar.

Qual é a ideia de voltar a belas-artes? Para mim mesma e para todos vocês que querem saber e os muitos que não hesitam em perguntar e para os quais eu francamente não tenho muita paciência (it's not you, it's me), aqui ficam as principais razões, em forma de lista para não se queixarem que o texto-era-muito-denso-não-li-diz-lá-que-assim-percebo-melhor:

1. Preciso de liberdade. Liberdade da mente, liberdade de expressão. Contribuíram para esta necessidade, quase como se por de ar se tratasse, estes últimos três anos. Podia não ter sido assim, concordo. Podia não me ter deixado encaixotar e aprisionar por aquilo que fazia durante 8 (ou 9, ou 10) horas do meu dia. Tentei. Não consigo. Assim, a escolha restringe-se a duas opções: ou viro artista, ou vou para a faculdade. Como sou intelectual, reconheço que preciso de conhecimento, logo a opção dois ganha.

2. Liga com o ponto primeiro no que diz respeito à sede por conhecimento. Conhecimento técnico, numa primeira instância. Preciso de saber fazer alguma coisa. Como não me interessa minimamente a engenharia e de facto o meu talento reside nas humanidades, não há mesmo volta a dar-lhe. Belas-artes it is.

3. Esta é de mim para mim: Acredita em ti. Realiza o teu potencial. Deixa-te de merdas. Faz-me mesmo muita falta deixar-me de merdas.

4. Não, não tenho neste momento um objectivo completamente definido. Gostava de ter, e acredito que este seja um passo importantíssimo nesse caminho. Como diziam os Aerosmith, life's a journey, not a destination. Walk this way. E eu vou.

5. Enquanto eu for eu, vou mesmo rasgar-e-voltar-a-tentar. Até dar certo.

setembro 07, 2007

das 5h30 às 8h

"Ao morrer, como ao nascer, temos medo. Mas o medo é um sentimento que não tem nada que ver com a realidade. Morrer é como nascer: uma mudança apenas."


in A Casa dos Espíritos, Allende, Isabel, Difel, 1983

agosto 25, 2007

Bad hair day

Têm sido todos, todos, todos os dias de há uns dois meses a esta parte. Preciso mesmo, mesmo de um corte de cabelo. Mas como não há paciência para fazer marcações no cabeleireiro (eu sei lá se daqui a dois dias às 15h45m me apetece cortar o cabelo!) acho que vou continuar assim ainda uns meses.

Entretanto também tive de mudar de champô (o que não está a ajudar muito a minha sanidade capilar) porque o meu champô favorito de sempre mudou de fórmula e já não presta, um outro faz-me comichão, um outro dá-me ataques de caspa...então enervei-me e numa onda de nostalgia pura reconverti-me ao champô que usava quando era miúda.

Johnson's baby

...e não, o champô Johnsons já não cheira ao mesmo que cheirava quando eu era pequena...bah!

agosto 20, 2007

O verdadeiro desterro

Comunicação com o Irão via MSN:

C.: achas q se eu escrever bomba e atentado mtas vezes és capaz de ir em cana?
C.: lol
Pedro@Iran: não me digas nada. eles aqui controlam tudo. no outro dia o meu colega escrevia em português e em lisboa saia em árabe. e de lá escreviam em português e saia em inglês
Pedro@Iran: esta cena é mta marada

Hm. Será melhor não, então... digo eu.

Para seguir as aventuras de um desterrado no Irão, com muitas mas mesmo muitas fotos - ainda que ele diga que são poucas, e que a internet é altamente censurada, e os uploads são o pesadelo - é só clickar no link ali ao lado.

agosto 18, 2007

Já podemos dizer!

Vou ser tia, vou ser ti-a, vou ser TIA!!! Pronto, ok, vamos. Com direito a cenas em bombas de gasolina e pulinhos histéricos ao pé de prateleiras cheias de coisas de vidro. Vamos ser umas tias babadas!

agosto 01, 2007

Boas ideias

Há ideias tão simples, que quando as vemos concretizadas não podemos deixar de pensar "mas porque é que não me lembrei eu disto?". Esta é uma delas:

Ando há séculos a tentar, sem sucesso algum, diga-se, encontrar cabides ou ganchos de parede giros, diferentes, coloridos. Quando vi este (que também existe em preto), senti um misto do óbvio "é isto mesmo!", com o tal "nunca tenho ideias destas porquê?". Enfim.

Mas a César o que é de César: a designer chama-se Charlotte Lancelot, e o gancho/cabide lindo de morrer é o forget-me-not. Vai ser comercializado a partir de Setembro pela Koziol, e eu já estou na fila. E não, não me pagaram nada.

julho 26, 2007

I need money

Na verdade, o que eu precisava mesmo era de ser rica. Ou seja, não é que eu precise de uns trocos para a gasolina ou para a prestação da casa. Não. Precisava mesmo era de ser milionária.

Ora tendo em conta que o Euromilhões só sai amanhã e que eu tenho mesmo que passar mais umas boas vinte e quatro horas neste estado de pauperidade inglória (é que eu tinha tanto, tanto jeito para ser rica, que desperdício de talento!) decidi ir ensaiar...

Lá vou eu com o cartão grande às compras e isto vai ser de perder a cabeça! E não é que consigo arranjar roupa no valor de €302.30?

...mas como continuo pobre, ó pobre de mim, na verdade o monte de roupa veio comigo para casa por €47.93...a saber: quatro pares de calças, duas blusas de seda e caxemira e uma t-shirt!

Ai, ai....adoro ser pechincheira (mas ainda gostava mais de ser rica!)...

julho 25, 2007

De Lisboa a Bragança

isso hoje-em-dia faz-se numa hora, hora e meia.


Os outros bem diziam que de avião é que era.

julho 22, 2007

Domingo à tarde...

Na fila do supermercado. Nem me perguntem como é que fui parar à fila do supermercado com a minha Mãe.

Mãe da C.: Então vais na... na... Segunda..?
C. [já sem muita paciência]: Sim...
Mãe da C.: E voltas... voltas na Sexta, é?
C. [sem paciência nenhuma, que já era a enésima vez que falávamos nisso]: SIIIIIM!
Mãe da C. [a rir e a apontar para a menina da caixa]: Credo, até assustaste a menina!
Nisto C., cheiinha de sede, resolve virar um Powerade azul logo ali na fila da caixa
Mãe da C.: O que é que ´tás a beber? Petróleo?
C.[a tentar conter o riso]: É. Combustível para te aturar...

julho 20, 2007

A banda da moda

Como apesar do meu status super fashion muitas vezes parece que ando a apanhar peixinhos dentro deste mundo decidi hoje actualizar-me com a banda de que toda a gente fala, confesso que não há coisa que mais deteste do que não saber de que raio estão as pessoas a falar portanto lá vou eu actualizar-me à net que é mesmo para isto que ela serve (este parágrafo foi à la Saramago, tudo de uma tirada que é para ler tudo tudo tudo sem respirar, estão a ver não dormir dá nisto!).

Portanto lá vou eu toda contente ao YouTube porque já agora proveito e vejo a pinta deles, isto é só ganhar, e de repente a pouco e pouco apercebo-me que são uma banda de covers. Pronto, está bem, vamos lá ouvir, começamos logo pelo histórico Love Will Tear Us Apart, vamos passar para o I Just Can't Get Enough, vou experimentar o Blue Monday e para terminar, já num acto de desespero, o Heart of Glass.

Em resumo: vamos colocar umas meninas bonitas a cantar com voz de cama, como não temos imaginação para escrever músicas nossas vamos apanhar em grandes clássicos e arruiná-los por completo transformando-os em musiquinha bossa nova de ir ao pito. E cá temos os Nouvelle Vague. Ah, pois, está bem. Era isto? Pronto, por isso é que eu não os conhecia: não valem a pena!

...ser arrogante é uma arte!

julho 16, 2007

Mais um patrão do inferno

O P. Diddy ou Puff Daddy ou Sean-não-sei-das-quantas, que naturalmente só pode ser uma pessoa muito volátil, indecisa e vira-casacas, está à procura de um novo assistente. Só pede que em vez de escreverem uma carta daquelas tipo "ex.mo senhor doutor, junto envio o meu cv" e tal, façam um vídeo que explique porque seriam o melhor indivíduo para ocupar a posição, e o postem no YouTube, como resposta ao vídeo de apelo dele próprio.

E agora chegamos à parte que me interessa. É que o tipo afinal é vira-casacas mas também é honesto e admite a bestinha que é: What better job than to have me scream at you, go crazy, keep you up late hours, have you sleep deprived?

Ora bem, Diddy, roll the cameras 'cause I'm your girl. Os santinhos sabem que experiência nesse campo, eu tenho! E muita! Aos demais, podem desistir já. The job is mine.

Freedom (a minha)

I think there's something you should know
I think it's time I stopped the show
There's something deep inside of me
There's someone I forgot to be
Take back your picture in a frame
Don't think that I'll be back again
I just hope you understand
Sometimes the clothes do not make the man

All we have to do now
Is take these lies and make them true somehow
All we have to see
Is that I don't belong to you
And you don't belong to me
Freedom
Freedom
Freedom
You've gotta give for what you take
Freedom
Freedom
Freedom
You've gotta give for what you take

So that's what you get
So that's what you get
That's what you get
I say that's what you get
That's what you get for changing your mind
That's what you get for changing your mind

And after all this time
I just hope you understand
Sometimes the clothes
Do not make the man


Ou a mulher, como é o caso.

julho 15, 2007

Domingo

Domingo é o dia mais deprimente. Ou tem esse potencial intrínseco, pelo menos. Acordar tarde. Ficar mais um bom pedaço na cama, só porque posso. Levantar porque lá terá que ser. Dar comida à gata. Pequeno-almoço. Não há leite. Fica a pairar a ideia de que tenho que ir ao supermercardo. Não apetece. Aliás, não apetece nada. Nem aspirar, nem por a roupa a lavar, nem arrumar. Everyday is like Suuuuunday. Chove. Chove?! Bah. Everyday is siiiiiiilent and grey. Não apetece. Mesmo. Ainda apetece menos quando penso que amanhã é Segunda. Se amanhã não fosse Segunda a coisa corria melhor. Mas porquê estragar um dia inteirinho devido única e exclusivamente à sua proximidade com o pior dia da semana? É um dia paradoxal. Tanto se quer sair dele como se quer que cada segundo não passe. Não é carne nem é peixe. O Domingo devia ser abolido. Com a criação de mais um dia de fim-de-semana, preferencialmente. Domingo é mesmo deprimente.

Insónia

Bem, na verdade, são insónias, porque isto está a ser recorrente. Estão a voltar. Estou feita ao bife.

...e ainda por cima são insónias hiper-activas. Daquelas cheias de ideias. De ideias do tipo quando acordar amanhã de manhã vou achar todas e cada uma delas um verdadeiro disparate.

Enfim. Vou dormir.

Com que música farias um striptease?

Estes questionários que me arranjam pela net têm destas coisas...é que esta pergunta deixou-me mesmo a pensar!

Ah, pois é....com qual, com qual? Pois a minha é o I Just Don't Know What To Do With Myself, versão White Stripes, pois claro. Se a Kate Moss pode, eu cá não sou menos que ela...pelo contrário, até sou mais!

julho 14, 2007

Prometer e não cumprir

não me parece fora de contexto, a um dia das eleições autárquicas em Lisboa.

julho 09, 2007

A fazer

1. Tirar as teias de aranha ao blog
2. Procurar a inspiração (já que ela não me procura a mim...)
3. Deixar-me de merdas e voltar a escrever