setembro 07, 2006

Chamem-me Dory.

Gostava de compreender as particularidades do cérebro humano que fazem com que eu seja capaz de me lembrar de páginas e páginas de livros, letras de milhares de canções, toneladas de factos que só me ajudam na vida quando jogo Trivial Pursuit, conversas inteirinhas passadas há anos com pessoas que não vejo há séculos, e ao mesmo tempo não seja capaz de reter a informação útil do dia-a-dia, como por exemplo onde raio estacionei o carro, pagar a conta da TvCabo porque os inúteis se recusam a inserir a minha autorização de débito em conta no sistema, comprar manteiga no supermercado quando a do frigorífico já acabou, ou, ou... PORRA que até me esqueço das milhentas coisinhas das quais me esqueço diariamente. Francamente. Haverá explicação?

setembro 06, 2006

msn #1

A propósito de uma conversa uma meia-hora antes (mas ele pelos vistos não sabia)...

C. says:
olha lá estas:
http://www.ngslurbe.com/html/publicapo/detalleproducto.asp?id=214&ids=5

C. says:
são giras. se são boas, nem faço ideia...
M. says:
fdx!!! eu a pensar q eram gajas!
C. says:
lololololololol

setembro 04, 2006

Grito do Verão 2006

Gilãozão: subs., masc. Bebida vendida nos bares da Ilha de Tavira, semelhante à sangria embora sem frutas a flutuar, e com um forte travo a canela, servida em copos de plástico de meio litro com diversas palhinhas multicolores, a fim de poder ser partilhado. Como a sangria, o seu efeito é do tipo "dá-cá-mais-que-isto-é-docinho-e-até-nem-bate-nada-mas-espera-lá-
-que-agora-que-me-levanto-já-nem-vejo-nada-a-direito". Pode criar habituação. fig. Qualquer bebida alcóolica (geralmente em bebedeira já em estado avançado). Etim. Do rio Gilão, que desagua em Tavira - Gilão>gilãozão.





Com os meus agradecimento ao Sir Paul Richard.

setembro 03, 2006

*** Aviso à Navegação ***

Armei-me em esperta (what else is new..?) e passei para o blogger beta, pensando que ía ser o máximo, muito melhor, mais fácil, agora é que o blog vai ficar lindo e tal, mas na verdade isto por enquanto é basicamente a mesma coisa, com uns leves melhoramentos, e muitos mas muuuuuuitos bugs.

Quer isto dizer que quem não tiver ainda passado para o beta - ó como vos invejo, seres iluminados - não vai conseguir comentar aqui com a conta normal do blogger, ainda que possam usar o campo "other" para ir dando notícias. Da mesma forma, eu neste momento não posso comentar em nenhum blog-não-beta com a minha conta. Como tal, a C. a preto e sem rabo-de-koi-laranja sou eu à mesma, só que bugged (pun intended. Continuo esperta, como podem ver. Mas agora também sou beta. Quem diria...).

setembro 01, 2006

Citação #2



But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets too close to her,


the pins stick farther in.





Burton, Tim, "Voodoo Girl", in The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories, Faber and Faber, London, 1997

O Labaredas

O Senhor S. é um dos meus chefes. Tem 66 anos (feitos um dia antes dos meus anos, nunca me hei-de esquecer de lhe dar os parabéns), e uma super-saudável dose de loucura. Com essa idade, é a pessoa mais extrovertida que eu conheço. Ainda é da geração dos que subiram a pulso, não tem curso superior nem nada que se pareça, começou mesmo por baixo e chegou a director. Neste momento não se consegue reformar porque a empresa precisa genuinamente dele. A alcunha do Senhor S., que vem desde os tempos de chefias menores, noutro departamento, é o Labaredas - só para dar uma ideia melhor do personagem.

Agorinha mesmo passou por mim, como quem fala consigo próprio mas na verdade a falar para mim, dizendo:

Senhor S.:É um facto, cada vez gosto mais de mim mesmo... Por este andar, nem eu sei onde é que isto vai parar!
C.: Ahahahahahahahah!

Obrigada, Senhor S., pela boa-disposição, tão rara nesta empresa. Granda maluco...

agosto 31, 2006

Um conselho amigo

Porque eu me preocupo com vocês, oiçam bem isto.

agosto 26, 2006

Ui.

Só é LIN-DO.

Com amigos assim...

Às tantas da noite, na disco, resolvo eu descansar os pézinhos na área "chill-out" (ou lá que raio é aquilo), sozinha. Ora gaja sozinha nunca aguenta muito tempo nessa situação nesse tipo de sítio, e uns minutos depois lá chega um tipo com a conversa do costume (eles são tãaaaao originais):

Gajo: O que é que estás aqui a fazer sozinha, uma rapariga como tu (blá blá blá), os teus olhos (blá blá blá), não queres uma bebida (blá blá blá), etc, etc.
[C. vai respondendo com monosílabos para ver se ele se manca que não, aquilo não está a resultar]

Mas no meio daquilo aparece o amigo dele:

Amigo [para C.]: Ele pode-te 'tar a dar a maior tanga do mundo, mas queres saber a verdade?
C.: Diz lá, então...
Amigo: A verdade é que este homem não caga há quatro dias. Quatro dias!
Gajo: Puto, cala-te!
Amigo: Não, não, é verdade, ela tem que saber. E hoje comeu três big mac's e nem assim!
C. [a tentar não rir]: Isso não é bom.
Amigo: Ah pois não é não! E depois 'tá práqui com tangas...
Gajo: Não te sabes calar?!

A conversa durou mais um minuto, no máximo, e a verdade é que aquilo de facto resultou muito melhor do que a minha táctica, dado que o gajo bazou - e não voltou. E depois ainda dizem que nós mulheres é que somos mázinhas umas para as outras... Pois, pois!

agosto 24, 2006

The higher they get...

Apaixonei-me por uns sapatos. Comprei-os. Acho que vai ser uma história de amor complicada de se viver, porque já estou mesmo a ver o filme...

Alguém: Olá C., tudo bem?
C.: *Outch*, sim, tá tudo óptimo, e *ai* contigo? [Esgar de dor ao torcer o tornozelo]

agosto 22, 2006

Para a Rita*

Quando eu tinha 16, 17, 18 anos fartava-me de andar de mota. Os gajos da turma tinham mota, o meu melhor amigo tinha mota, era normal. E "normal" para nós naquela altura era ter experiências de quase-morte em cima de duas rodas (ou ocasionalmente uma só).

Tipo quando eu ía com o J. ali na curva por trás do Cambridge. Ele tinha uma LC, e ok, a mota não é alta e eu não sou baixa, mas aquela curva/contracurva que me fez apoiar primeiro o pé esquerdo no chão (porque senão caiamos) e meio segundo depois o pé direito no chão (porque senão, adivinhem lá - é isso mesmo - caiamos) foi mesmo uma parvoíce.

Ou quando eu e o P. fizémos Lisboa-Praia das Maçãs em 30 minutos (e o IC 19 não era nem metade do que é agora, isto não falando que tinha de se passar pelo meio de Sintra) numa CRM, mas só porque (nas palavras dele) "ela balda buéda bem, senão não tinha dado". Pois é, e o alcatrão sempre a comer os pisa-pés, isso não importa nada, não é?

Ou daquela vez que fomos a Setúbal e o P. não viu dois sinais vermelhos seguidos, e ao terceiro acabámos numa derrapagem que nos virou a 180º, ele branco como cal a dizer qualquer coisa como:

P: Foda-se. Não vi o semáforo... Ía mesmo distraído. Tu viste..?
C.: Errrm... Vi este e vi os outros dois antes... Pensei que conhecias o sítio e que não eram sinais importantes... [Sim, eu disse isto mesmo assim, *sinais importantes* Mas eu cá não tinha carta nem licença por isso desculpa-se, cof, cof, cof]
P: Devias-me ter dito! Achas que eu sou LOUCO?? [Mas que raio de ideia..!]

Há pouco tempo o meu primo J. deu-me uma boleia numa LC da casa dele à minha, não são nem 5 minutos, e eu juro que só pensava em morte sangrenta, ossos partidos em mil bocados, fracturas expostas e cadeiras de rodas. Não sei o que se passou nestes anos que de alguma forma apurou o meu sentido de auto-preservação (quer dizer, fora o facto que realmente quanto mais os anos passam melhor eu fico, logo faz sentido proteger melhor o material), mas agora andar com um gajo à pendura duma 50 só me faz contemplar o quão absolutamente IN-CONS-CI-EN-TE eu em tempos já fui.

E nisto penso para comigo, "estarei a ficar velha?". E mesmo que a resposta seja um inevitável "ah pois é", neste caso estou-me bem LIXANDO.


*que se foi nova demais, na 2ª circular, à pendura numa CRM conduzida pelo namorado. É engraçado como me lembro tão, tão bem da cara dela. Conhecia-a, andava lá na escola, no meu ano, mas não era da minha turma, e muito menos se pode dizer que fossemos amigas. E de alguma forma, na minha cabeça ela vai ter 16 anos para sempre.

agosto 18, 2006

Citação #1

"(...) blame is just a lazy person's way of making sense out of chaos".

Coupland, Douglas, All Families Are Psychotic

Pergunta surrealista #2

No FMM, em Sines. Uma rapariga na casa dos trinta-e-poucos dançava de copo na mão, cabelo castanho escuro, liso, comprido a cair quase até à cintura. Do nada, vira-se para mim, mão na minha orelha para se fazer ouvir e pergunta-me:

- Sabes como é ter trabalhado o dia inteiro e agora estar com uma moca *TÃO* grande que já nem vês nada?

E o que é que se responde?

Nada. Só sorri e acenei com a cabeça. Estava numa onda muito boa, ela.

agosto 17, 2006

Como diz a minha mãezinha

Não sei que faça: se beba o vinho, se parta a garrafa...

agosto 16, 2006

S. Pedro, get with the program

É Agosto. Não é altura de apanhar molhas na hora de almoço. Boa?

agosto 14, 2006

Mas... mas...

...mas hoje é ponte oficial e ninguém me disse nada..? Ninguém. Deserto. Vácuo. A empresa a menos de metade, o MSN sem ninguém (o que é francamente um acontecimento nunca visto) os telefones não tocam (ao menos isso), os chefes todos a fingir que até meteram este dia de férias (não, não me estou a queixar)... Mas o quéqué isto? O que é que estou eu aqui a fazer?
E a única distração vão sendo os comentários hilariantes e completamente despropositados de uma das estagiárias. Imagine-se que até já sei que se vai encontrar com um "amigo" com quem fala por telemóvel há anos, mas que nunca conheceu. Vão-se encontrar no metro - já lhe disse que será melhor combinarem na linha azul, que já tem rede, não vá o diabo tecê-las. Amanhã ela diz-me que tal correu. Ai que excitação...

E não é que ele tem razão?

C.: Só me saem é duques..
T: E a mim só me saem duquesas!

E é tão estúpido que só sabe estragar o que já nem sequer tem, e certamente nunca mereceu.

agosto 09, 2006

Detesto, detesto, detesto

que tentem falar comigo quando estou ao telefone. Grrrrrrrrrrrrr.

agosto 07, 2006

A festa de anos mais louca do mundo

Foi a minha, na passada Sexta-feira, dia 4. Preparada em rigorosa surprise por 5 gajos com muita imaginação e muito pouca vergonha de fazer figuras em público.

Imagine-se a esplanada de uma pizzaria em Tavira, lá para as onze e tal da noite, os empregados claramente a querer arrumar tudo para ir embora, e eu, quando começo a pensar em pedir a conta, a ver um deles a correr para o carro, trazer os instrumentos (são muito musicais, os meninos), uma jarra com flores, e o empregado a trazer um bolo com velinhas e tudo. Os óculos para todos (inclusivamente para mim) comprados no chinês a €4 o par já estavam na carola. Lindos, é o que vos digo. Uns pretos, outros brancos, e também havia em rosa e verde. E claro está, tuuuuudo a passar na rua a olhar para o espéctaculo.

Apagadas as velas, trazem um saco com prendas que começam a revirar, "porque não podemos dar as melhores logo ao princípio". Ui. E foram elas:

- Um cinto de lantejoulas dóradas (que fui forçada a usar de imediato)
- Uma pochette em napa dórada
- Um colar de missangas âmbar com umas pérolas dóradas
- Uma rede de cabelo em tons de amarelo e branco
- Uma cueca preta com brilhantinhos dórados a fazer um coração, com as palavras "kiss me" lá dentro, a prateado.

Tudo comprado no chinês, e, como já devem ter apreciado, tudinho a condizer. Eles lá devem ter ouvido algures que a cor de Leão é mesmo o dórado.

Terminada a cantoria, vamos para o Bubi/Ubi, de óculos na focinheira a noite inteirinha, que é "prá márcár'á páusa, dáma", segundo me explicaram. Bem, foi um dia em cheio. Obrigada, rapazes - só mesmo vocês para se lembrarem duma cena elaborada destas... Nunca voltarei a ter uma festa destas!

Bem-vinda de volta...

O Director Técnico strikes again...

DT: Olá C.! Mas que linda cor! Isso é bronze de onde, da Caparica?
C.: [Pausa para ponderar outra resposta que não seja "e se fosses para o c%$&$#o?"] Não, é do Algarve...
DT: Ah, que bom, então é mais saudável!

É isso... quem não é Director ou Administrador só passa férias em casa, e lá faz uma viagem por dia (preferencialmente de autocarro) até à Caparica. Ou espera, se calhar passam uma semaninha lá no parque de campismo... ou alugam um apartamento em Fernão Ferro. Qualquer coisa por aí. Juro que isto só mesmo ao pontapé na cabeça...